sábado, 20 de março de 2010

Tudo tem um limite, inclusive a minha paciência. Não sou perfeita, mas me esforço. Mas certas atitudes me chateiam por demais.

Gota D'água - Chico Buarque

Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não!
Pode ser a gota d'água...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

é tudo coisa da sua cabeça!

e é mesmo.

boa parte das minhas angústias se deve a expectativas frustradas. e quem tem culpa nisso? somente eu! eu disse SOMENTE eu.

sim, porque NINGUÉM nunca me prometeu nada. é tudo coisa da minha cabeça. eu criei expectativa. e eu me decepcionei.

eu fiz escolhas me baseando em algo que eu não conhecia. eu arrisquei. estava e estou disposta a arcar com todas as conseqüências (tem trema ainda? hahaha). mas olha... esperava que tudo fosse muito diferente. muito diferente mesmo.

e eu sempre espero... e acabo me dando mal.

eu nunca aprendo.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Elegância do comportamento

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam.
E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.
A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que com amigo não tem que ter estas frescuras.
Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.
Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.

Martha Medeiros

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Não é você, sou eu.

Eu sou chata. Muito chata. E eu sei disso, mas me incomoda muito se alguém tem essa mesma opinião. E por uma simples razão: eu só sou chata porque PRECISO ser. Eu sei ser muito agradável com as pessoas, tenho MUITA paciência, senso de humor, sei ouvir as pessoas e em geral sou bem querida por quem me conhece bem. Mas não dá para ser assim o tempo todo, muito menos com todo mundo que eu conheça. Eu até gostaria, mas simplesmente não dá.

Eu acho tão ruim e tão penoso ter que ser chata com as pessoas, que deve ser justamente por isso que fico tão brava quando alguém fala que eu sou/estou chata. Porque minha sincera vontade era ser afável, flexível e amorosa com todo mundo o tempo todo, mas o que a vida requer de mim é chatice, em alguns momentos.

Era bem mais fácil quando eu era criança. :)

domingo, 29 de novembro de 2009

Pregui...

Para mim, o mal do século é a preguiça. A minha preguiça.

Eu seria genial, famosa, reconhecida e viveria dos livros que eu mesma escreveria, se não fosse pela preguiça.

Ou não seria nada disso, mas teria uma vida confortável, passando em um concurso público daqueles bons, se não fosse a preguiça.

Seria uma funcionária exemplar, pontual, que chega todos os dias no trabalho às 09:00horas, não fosse pela preguiça.

Não teria que fazer tudo correndo, não teria que correr atrás do prejuízo, que estudar na véspera, que passar sufoco... Tudo isso se não tivesse tanta preguiça.

Não ficaria enrolando mais 5 (e 10, 15, 20, 30... inhsira aqui o número que você quiser) minutinhos na cama e sairia com a cara menos amassada, teria mais tempo de me maquiar, arrumar o cabelo e parecer mais apresentável, se não fosse a preguiça.

Enfim... Acho que sem a preguiça tudo seria melhor na minha vida.
Mas e a preguiça de mandar a minha (companheira!) preguiça embora?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Zica total!

perdi meu celular.
novinho. fiquei 3 meses só com ele.
o anterior foi roubado em um assalto e eu ainda nem terminei de pagar as parcelas.

se tudo dá certo no final, será que falta muito para acabar?

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Delicadeza

Se tem uma coisa que eu detesto é agressividade e falta de educação.

Me irrito muito com gente que levanta o tom de voz, que interrompe o que estou falando, que impõe sua presença contra a minha vontade, que fala demais, que não sabe escutar, que acha que precisa gritar para se fazer ouvido.

Ninguém precisa ficar mudo, se omitir, se calar para ser legal. ADORO gente com opinião própria e melhor ainda se for divergente da maioria. Gosto bem disso: pessoas originais, diferentes, com preferências que fogem do óbvio. Mas é preciso saber ouvir o outro para depois, EDUCADAMENTE, discordar. E não atropelar os argumentos alheios com grosseria e achando que a sua opinião é uma verdade absoluta e incontestável.

Quem não sabe escutar, não reavalia nada, não aprende, não muda, não melhora, não cresce.

A sua opinião, com TODO o respeito, é APENAS a SUA opinião.